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    Padrão Magnésio Glicil-Glutamina Quelato

    Revisão das funções da Glutamina e do Magnésio sob vários aspectos do metabolismo e os benefícios da suplementação simultânea com o composto Magnésio Glicil-Glutamina Quelato.

    Por Dra. Jussara Emília Ferreira Guerra
    Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica, José João Name, M.D.
    Nutricionista do Centro Latino Americano de Nutrição e Estudos Metabólicos - CELANEM/Brasil celanem@uol.com.br

    O magnésio tem importante papel na produção de energia; na síntese de proteínas para o material genético; na remoção de substâncias tóxicas, como a amônia; no relaxamento muscular; na transmissão nervosa e na prevenção de doenças cardíacas e arritmias. É um elemento vital à atividade de numerosas enzimas (mais de 400), principalmente àquelas que hidrolizam e transferem os fosfatos e as relacionadas à produção de ATP (Moura, 1997). A glutamina é utilizada por todas as células de rápida divisão, como os enterócitos e células do sistema imunológico, como fonte de energia preferencial à glicose. Sem glutamina suficiente, o intestino atrofia e a função imune é paralisada. A glutamina serve como doador de nitrogênio e carbono e, por essa razão, é um importante aminoácido para o crescimento de massa muscular, além de ajudar a reabastecer o glicogênio após os exercícios. Também é importante como fonte de energia para o sistema nervoso e como coadjuvante no tratamento de câncer avançado, prolongando a sobrevida e diminuindo o catabolismo debilitante, além de promover uma maior tolerância à quimioterapia (Skubitz, 1994). A síntese de glutamina endógena, a partir do glutamato, é catalisada pela enzima glutamina-sintetase, enzima mitocondrial dependente de magnésio. Na ausência de magnésio essa reação é prejudicada. Uma molécula de magnésio quelado em glutamina e glicina oferece, de forma sinérgica, importantes nutrientes envolvidos na resposta imunológica, stress físico e mental, síntese protéica e ganho de massa muscular.

    Magnésio

    - Descrição
    O magnésio tem importante papel na conversão de carboidratos, proteínas e gorduras para produção de energia, na síntese de proteínas para o material genético; na remoção de substâncias tóxicas, como a amônia; no relaxamento muscular; na transmissão nervosa e na prevenção de doenças cardíacas e arritmias. É um elemento vital à atividade de numerosas enzimas (mais de 400), principalmente as fosfatases e as relacionadas à produção de ATP (Moura, 1997).

    Metabolismo e Principais Funções do Magnésio

    - Produção de energia
    O magnésio desempenha muitos papéis no metabolismo energético. A atividade física, seja qual for a sua natureza, aumenta a necessidade de energia. A energia para a contração muscular provém da hidrólise de ATP, onde o magnésio está diretamente ligado.

    Há três sistemas energéticos que se sobrepõem e que se apoiam mutuamente para fornecer ATP: (1) sistema imediato, (2) sistema não oxidativo (glicolítico) e (3) sistemaoxidativo. A formação de ATP a partir de ADP e de fosfato inorgânico no sistema energético imediato necessita da mioquinase, que, por sua vez, depende de magnésio para a sua atividade. No segundo sistema energético, os carboidratos funcionam como combustível para as reações glicolíticas. Estas convertem a glicose em piruvato, o que determina a produção de ATP (Garfinkel, 1985). O magnésio é um fator importante na conversão de fosfoenolpiruvato em piruvato, que produz ATP, através da enzima piruvato quinase, além de ser o principal catalisador na ligação reguladora multienzimática entre os sistemas energéticos anaeróbios e aeróbios. A enzima ATPase conduz a hidrólise de ATP. Todas as reações conhecidas da ATPase precisam de magnésio para romper a ligação fosfato.

    São inúmeras as vias bioquímicas e os sistemas energéticos dependentes de magnésio. Diversos estudos demostram a influência positiva do magnésio para a produção de energia (Brilla, 1995).

    Saúde Mental

    O magnésio é importante na função cerebral (Poenaru, 1997). Sua ação é notoriamente fundamental na transmissão de impulsos nervosos e como cofator da enzima glutamina-sintetase, convertendo glutamato em glutamina e detoxificando amônia durante o processo (Fraser, 1999).

    Sistema imune

    A deficiência de magnésio afeta numerosos aspectos do sistema imune. O magnésio é fundamental para diferenciação celular, estabilidade da cromatina/DNA nuclear, produção de espécies reativas de oxigênio e atividade hormonal e enzimática (McCoy, 1996, Künig, 1998).

    Relaxamento muscular e função cardíaca

    De maneira resumida, o magnésio desempenha papéis antagônicos ao cálcio: aqueles que o cálcio estimula, o magnésio inibe (Dutra-de-Oliveira, 1998). O cálcio promove a contração muscular e o magnésio o relaxamento, por essa razão, a deficiência de magnésio provoca contrações involuntárias, tremores, cãimbras, arritmias cardíacas, etc.

    Vários estudos relatam os benefícios cardioprotetores e antiarrtimicos do magnésio (Robeson, 1980). Esse mineral está cientificamente classificado como o mais importante para higidez da atividade cardíaca, no entanto poucos cardiologistas o receitam regularmente (Browmn, 1998, Somlyo, 1981). O magnésio influencia a configuração e estabilidade de fosfolípedes, membranas celulares e ácidos nucléicos, por essa razão é importante para manutenção da função e estrutura do miocárdio. Além disso, mantém a pressão sangüínea normal e reduz os batimentos irregulares (Name, 2000).

    Deficiência

    A maior parte dos brasileiros não consome a quantidade recomendada de magnésio de 300mg/ dia (Ingestão Diária Recomendada, Portaria n.º 31, 1998), uma vez que não tem por hábito ingerir sistematicamente sua grande fonte - os vegetais verdes. Além do consumo insuficiente, o stress tem sido apontado como um dos principais fatores que depletam magnésio e a reposição do mineral surte efeitos favoráveis (Póvoa, 1995). Sua deficiência interfere na transmissão de impulsos nervosos e na fisiologia da célula muscular, causando irritabilidade e ansiedade.

    Principais sintomas de deficiência

    Tremores

    Contrações musculares, caimbras

    Inibição da síntese de DNA e RNA

    Alterações de humor

    Confusão mental e desorientação

    Fagida

    Insônia

    Taquicardia e arritmias cardíacas (Moura, 1997).

    Glutamina

    - Descrição
    A glutamina é o aminoácido mais abundante do organismo. È sintetizada de acordo com as necessidades corporais, a partir do ácido glutâmico, valina e isoleucina (Bill Philip, 1997). Por essa razão, é considerada um aminoácido não essencial, o que negligencia a sua importância qualitativa e quantitativa.

    Considerando todas as funções desempenhadas pela glutamina nos diferentes tecidos e células, alguns autores chamam a atenção para a sua classificação como aminoácido não essencial. Os relatos atuais discutem a possibilidade de classificá-la como "nutriente condicionalmente essencial", por torna-se necessária na dieta em muitos estados patológicos ou com necessidades aumentadas, onde sua utilização excede a capacidade de síntese muscular e hepática. O fornecimento adicional de glutamina em estados catabólicos e suas consequentes etapas de recuperação, poderá ser essencial para otimizar a função fisiológica (Anderson, 1998).

    Cerca de 80% da glutamina encontra-se no músculo esquelético, principal órgão de síntese e armazenamento, enquanto que as estruturas que mais a utilizam são os rins, fígado, intestino delgado e células do sistema imunológico (Seiça, 1996).

    Especificamente, a glutamina é utilizada como fonte de energia e para síntese de nucleotídeo por todas as células de rápida divisão, como os enterócitos e certas células do sistema imunológico.

    A glutamina serve como um doadora de nitrogênio e carbono e, por essa razão, é um importante aminoácido para o crescimento de massa muscular, além de ajudar na recuperação do glicogênio muscular após os exercícios.

    A síntese de glutamina também protege o organismo, o cérebro em particular, da toxicidade da amônia. No cérebro, a glutamina também é o substrato para a produção de neurotransmissores excitatórios e inibitórios (glutamato e GABA, respectivamente), além de ser importante como fonte de energia para o sistema nervoso (Miller, 1999).

    Metabolismo

    Vários tecidos, incluindo fígado, músculo, tecido adiposo e pulmão podem sintetizar e liberar glutamina na corrente sangüínea. Isso é muito importante, visto que a maior parte da glutamina proveniente da dieta é utilizada pelo intestino.

    O músculo regula a liberação de glutamina na corrente sangüínea. Consequentemente, as células imunológicas podem comunicar-se com o músculo esquelético em relação a taxa de liberação de glutamina, principalmente em condições como traumas, queimaduras e infecções. Portanto, sua função é particularmente evidente quando o metabolismo endógeno é acelerado (Balzola, 1996).

    A formação da glutamina é catalisada pela glutamina-sintetase, enzima mitocondrial presente em grandes quantidades no tecido renal (Harper, 1982).



    Figura 2. Reação da glutamina-sintetase (dependente de magnésio). A reação favorece fortemente a síntese de glutamina.


    A glutamina é o principal combustível das células intestinais.



    Papel da glutamina no metabolismo de vários órgãos

    a) Músculo esquelético
    Dos tecidos que liberam glutamina, o músculo é o mais importante, uma vez que além de sintetizá-la, também faz a sua estocagem. Em situação de stress cirúrgico, jejum, acidose, infecções, queimadura, etc, a glutamina armazenada no músculo é liberada na circulação. A síntese muscular de glutamina aumenta significativamente sob essas condições e sua administração não só diminui o catabolismo protéico muscular com também reduz a sua liberação do músculo (Newsholme, 1996).

    b) Intestino
    Os enterócitos utilizam a glutamina proveniente do músculo esquelético como substrato energético preferencial (Newsholme, 1996, Seiça, 1996). A maior parte da glutamina dietética é metabolizada pelas células intestinais, tanto para ser utilizada como "combustível", como para produção de glutationa, óxido nítrico, poliaminas, nucleotídeos, alanina, citrulina e prolina, tornando-os disponíveis para o resto do organismo.

    A glutamina é essencial para o trofismo da mucosa intestinal em condições fisiológicas e, sobretudo, em situações de alta demanda de energia (jejum, stress, infecções, etc.). A oferta adequada de glutamina como fonte energética é indispensável para o enterócito garantir sua função de barreira epitelial e, consequentemente, sua Função Imunológica IntestinalX.

    A diminuição dos níveis de imunoglobulina A (Ig A) e a disfunção da barreira intestinal levam à colonização da mucosa por bactérias patogênicas e, consequentemente, à inflamação local com liberação de citocinas e/ ou migração completa de bactérias intestinais para os nódulos linfáticos mesentéricos (NLM), por um processo denominado translocação bacteriana. A translocação bacteriana do intestino para os NLM ativa a inflamação sistêmica. A translocação bacteriana tem importância etiopatogênica nos estados de falência múltipla de órgãos após trauma severo e infecção (Seiça, 1996).

    *Função imunológica intestinal é um termo genérico que descreve a prevenção da passagem de bactérias, vírus e toxinas, do lúmen intestinal para qualquer outro local extraintestinal; é provável que esta função envolva imunoglobulinas, radicais de oxigênio, macrófagos e outros mecanismos inflamatórios. A função imunológica da mucosa intestinal constitui um passo inicial neste processo, sendo definida como a prevenção da invasão das células epiteliais, por inibição da aderência de microorganismos patogênicos do lúmen à superfície da mucosa. A aderência às células epiteliais é, provavelmente, o acontecimento crucial, iniciador da invasão da mucosa e a principal causa das alterações da permeabilidade intestinal.

    c) Fígado
    O fígado é um importante regulador do equilíbrio metabólico da glutamina. Participa da sua síntese e/ou degradação, utilizando duas vias metabólicas: a transaminação, transformação de glutamato em glutamina; e a desaminação, conversão oxidativa da glutamina, em glutamato e amônia ou uréia.



    Figura 3. Reação da glutaminase. Formação de glutamato a partir da glutamina.

    A glutamina protege o fígado da toxicidade da quimioterapia. Mesmo em condições normais, a glutamina é benéfica, pois "limpa, purifica" o fígado de subprodutos do metabolismo de gorduras, podendo ainda atuar no tratamento da cirrose inicial. Indivíduos que consomem glutamina costumam ter intestinos e fígado mais saudáveis e, consequentemente melhor digestão e absorção de nutrientes (Bartlet, 1995, Ziegler, 2001).

    d) Rins
    Os rins utilizam glutamina juntamente com o músculo esquelético, pulmão e fígado. Neles ocorre o equilíbrio metabólico primário na regulação da síntese de uréia e no equilíbrio ácido-base. Além disso, em condições de jejum prolongado, os rins ativam a via glicolítica pela presença da enzima glicose-6-fosfatase a partir exclusivamente da glutamina. Em condições de acidose, os rins aumentam a utilização de glutamina para formar glutamato e amônia, o que acidifica a urina e alcaliniza a corrente sangüínea.

    O equilíbrio ácido/ básico é importante para que o pH sanguíneo varie somente entre 7.35 e 7.45 e é executado pela glutamina de várias formas. Além de fornecer a nutrição adequada dos rins para promover a liberação de hidrogênio (H+), ela atua diretamente nesse processo. A quebra de glutamina nos túbulos distais é um caminho primário para se aumentar a quantidade de amônia renal. O H+ em excesso não é capaz de ser excretado sozinho pela urina, então ele se liga a amônia formando um íon de amônia que em combinação com um ânion, geralmente o clorídrico, pode ser excretado pela urina. A outra maneira seria o aumento na produção de íons bicarbonato pela oxidação dos carbonos das cadeias de glutamina. O bicarbonato seria lançado para a corrente sanguínea e tamponaria o H+ excedente (Rowbotton, 1996).

    Principais Funções da Glutamina

    - Sistema imune
    A glutamina é a principal fonte de energia de várias células do sistema imune, incluindo macrófagos e células T. Exercícios de alta intensidade, infecções virais e bacterianas, stress e traumas em geral, causam sua depleção. A glutamina é um substrato de glutationa, um dos principais antioxidantes, e ajuda a melhorar a resposta imunológica. Células do sistema imunológico, assim como os enterócitos, utilizam a glutamina como substrato energético preferencial. A suplementação, na forma de um dipeptídeo estável (glicil-glutamina), preserva a barreira epitelial e a morfologia intestinal (Van der Hulst, 1993, 1997).

    - Mecanismos:
    1º - Efeito benéfico na atividade proliferativa de enterócitos (barreira mucosa).
    2º - Via Tecido Linfóide Associado ao Intestino (GALT), prevenindo a depleção de imunoglobulina A (Ig A) e preservando o número de Ig A das células plasmáticas e linfócitos na mucosa intestinal (Burke, 1989, Alverdy, 1992).
    3º - Aumento da proteção antioxidante, por preservar os estoques de glutationa (Harward, 1994).

    A glutamina é necessária para proliferação de linfócitos e produção de citoquinas pelos linfócitos e macrófagos. Os níveis de glutamina muscular e plasmática estão baixos em pacientes queimados, cirúrgicos, após traumas diversos, infecções e exercícios intensos (overtrainning). Na maioria dos casos a glutamina não só estimula o sistema imunológico, como também mantém o balanço nitrogenado, a massa muscular e a integridade intestinal (Calder, 1999).

    Incremento de massa muscular

    Como doador de carbono, a glutamina é um combustível para o músculo, ajudando a repor o glicogênio. No entanto, existe ainda uma função mais importante, doar nitrogênio e, dessa maneira, participar da síntese protéica e restaurar o músculo de pequenos traumas que ocorrem com a prática de exercícios. Assim, a glutamina é considerada um dos suplementos favoritos de body builders.

    Em contrapartida, pacientes debilitados apresentam tanto um decréscimo nos níveis de glutamina quanto perda muscular, devido ao catabolismo acelerado. A utilização de glutamina auxilia a recuperação de pacientes pós-cirúrgicos e queimados, aumentando a velocidade de cicatrização de ferimentos e melhorando a o tratamento em geral.

    - Câncer e Quimioterapia
    Como mencionado, a glutamina é utilizada por todas as células de rápida divisão, e isso inclui certos tipos de tumor. Porém, a prática clínica e estudos em animais sugerem que a glutamina pode ser oferecida a pacientes com câncer sem estimular o crescimento do tumor ou metástase. A glutamina é freqüentemente utilizada como tratamento coadjuvante de câncer avançado, prolongando a sobrevida e diminuindo o catabolismo debilitante, além de melhorar o sistema imune depletado nesses pacientes. Apesar destas evidências, sua utilização deve ser cuidadosamente avaliada pelo médico responsável (Bartlet, 1995, Ziegler, 2001).

    A utilização de glutamina via oral reduz a bacteremia e os danos na mucosa associada à quimioterapia, sendo importante na manutenção da integridade intestinal após a quimioterapia e a radioterapia. A ausência de glutamina danifica a mucosa intestinal, principalmente sob essas condições (Miller, 1999).

    Em animais, os benefícios terapêuticos da glutamina contra o câncer estão relacionados com a melhora das defesas imunológicas e maior tolerância à quimioterapia (Skubitz, 1994).

    Hipoglicemia

    Em casos de hipoglicemia, a glutamina é prontamente catabolizada no fígado para fornecer glicose, sendo um importante aminoácido gliconeogênico.

    Fornecer glutamina através da suplementação, significa que menos tecido muscular será "esgotado" para fornecer glicose. Isso é de grande importância para pessoas com dieta de restrição calórica, que frequentemente perdem massa muscular ao invés de tecido gorduroso.

    Considerando a efetividade da glutamina em combater a hipoglicemia, alguns profissionais da área recomendem sua suplementação para pacientes "dependentes" de álcool ou doces (sugar cravings).

    - Músculo cardíaco
    Recentemente foi descoberto que a glutamina é um importante combustível para o músculo cardíaco, pelo fato de ser convertida em glutamato, o qual participa do Ciclo de Krebs para produzir ATP. Essa é outra razão de sua importância durante a prática de exercícios.

    - Saúde mental
    A enzima que catalisa a reação de glutamato em glutamina é a glutamina sintetase, dependente de magnésio. Uma oferta abundante dessa enzima é essencial a saúde, já que a biosíntese de glutamina elimina o excesso de amônia do organismo.

    A glutamina sintetase é de suma importância para a função cerebral e, o magnésio sendo seu cofator, deve estar presente. O ciclo da glutamina no cérebro é simples: ela atravessa a barreira hemato-encefálica e os neurônios convertem-na em glutamato ou GABA. O glutamato é utilizado para energia, síntese de glutationa e como neurotransmissor. Após o glutamato e o GABA serem liberados na junção sináptica, ocorre a resíntese de glutamina, detoxificando amônia no processo (Fraser, 1999).

    Uma abundante oferta de glutamina facilita a manutenção do balanço de neurotransmissores: aumentando a produção de glutamato (quando exigido para memória, aprendizado e alerta) e a produção de GABA (quando suas propriedades inibitórias forem necessárias).


    "A glutamina é abundantemente produzida no cérebro como uma defesa vital contra amônia e o excesso de glutamato".



    Magnésio glicil-glutamina quelato

    A forma livre de glutamina (L-glutamina), tem sido normalmente utilizada nas soluções de aminoácidos e em suporte nutricional enteral ou oral. No entanto, esta forma livre possui pouca solubilidade em solução aquosa e baixa estabilidade em pH ácido e temperaturas elevadas. Além disso, do ponto de vista metabólico, a L-glutamina sofre conversão espontânea formando piroglutamato e amônia, produtos tóxicos ao organismo humano.

    Essas importantes limitações no uso e na eficiência da glutamina livre têm conduzido estudos cujos resultados recomendam a administração deste aminoácido na forma de peptídeo. O dipeptídeo glicil-glutamina (Gly-Gln) apresenta alta solubilidade em água e estabilidade durante os procedimentos de preparo, armazenamento e administração das soluções nutricionais.

    Atualmente, vários mecanismos são propostos para explicar a captação celular da glutamina peptídeo na corrente sangüínea; a) hidrólise por enzimas presentes na membrana plasmática das células intestinais, e b) absorção intestinal de peptídeos intactos por transporte ativo ou difusão passiva. Estudos demonstram que o peptídeo Gly-Gln é captado principalmente pelos rins e pelas células intestinais.

    Considerando-se todos esses aspectos, foi desenvolvido um composto patenteado, onde o magnésio é quelado em uma molécula de glutamina e uma de glicina (glicil-glutamina). Essa estrutura garante estabilidade físico-química tanto em formulações quanto no organismo, uma vez que esse composto é absorvido através de transporte ativo e ocorre no jejuno, similar a uma molécula de dipeptídeo comum, não sendo hidrolizado no trato gastrointestinal. O resultado é uma molécula altamente biodisponível que contém nutrientes fundamentais para resposta imunológica, síntese protéica, integridade intestinal, saúde mental entre outras funções.

    Referência Bibliográfiocas

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  2. #2
    RONNIE COLEMAN Avatar de Mendigo
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    Padrão

    Link mto esclarecedor do produtor nacional.

    http://www.albion.com.br/glicil_glutamina.php3

  3. #3
    SCHWARZENEGGER Avatar de m.fuser
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    curti...
    tem uns relatos maneiros aqui no forum q inclusive o mendigo me passou...

  4. #4
    Claybon Avatar de Klebaum
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    Estou muito interessado nesse produto, gostaria que alguem que fosse de São Paulo e que usou, me indique em que farmacia conseguiu manipula-lo.

    Valewwwww

  5. #5
    SCHWARZENEGGER Avatar de rodolfo
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    ae, isso ae num tem nenhum efeito colateral nao?? nem prum kara d 14 anos?

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